quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Peregrino apressado

Algum tempo atrás, postei esta reflexão - de modo resumido - na página que mantenho no facebook. Hoje me veio o desejo de expandi-la e postá-la em meu blog. Portanto, medite!

As vezes me sinto só... É verdade! E não é algum tipo de solidão causado por ausência de pessoas. Até porque, não conseguiria caminhar sem ser notado - em meio à multidão a minha volta, constituída por grupos distintos (amigos e inimigos; indiferentes e empático). Enfim... Não é a este tipo de solidão que me refiro.

Também nada tem a ver com ausência daqueles a quem amo; pois, eles estão sempre presentes em minha vida e lembrança. Na verdade, jamais conseguiremos nos afastar completamente dos nossos queridos. A sensação de sua presença é muito forte, mesmo estando elas a léguas de distância. Definitivamente, não é a ausência deles que me causa esta sensação de solidão!

E tenho absoluta certeza de que esta solidão nada tem a ver com ausência de Deus. Até porque, Sua presença enche o universo - tanto quanto enche o pequeno mundo em que habito. Não mesmo! Deus é um Ser sempre presente - tanto por promessa, como por plenitude de poder. Não há como fugir ou ocultar-se dEle, ainda que quiséssemos!

Então... Se minha solidão não é devido a ausência de pessoas (elas estão em toda parte). Nem causada por sentimento de abandono em relação àqueles que amo (vejo-os constantemente perto de mim; solícitos e carinhosos). Nem mesmo por me sentir longe de Deus (Sua presença é tão real em minha vida - mesmo que pareça abstrata). Então...

Creio que esta solidão é diferente - uma espécie de "janela fechada para a vizinhança". É como se eu estivesse em uma bolha, isolado da multidão por uma fina camada de latex... Mas, voltado para Alguém que está logo à frente; me atraindo para Si, enquanto esta bolha imaginária vai girando. Sinto que este Alguém me contempla - enquanto vou ao Seu encontro, sem pressa ou correria.

É... Não sei mesmo se consigo explicar esta sensação que, de quando em vez, me atinge. Ou... Até sou capaz de teorizar uma explicação: Pode ser que o sentimento que aqui descrevo, tenha ligação com o fato de que, neste mundo, sou apenas um peregrino apressado. Isso mesmo! Um peregrino apressado - embora andando calmamente - a caminho da eternidade.

E não poderia "fechar" esta postagem, sem antes "cantar" o estribilho de uma antiga canção - cantada pelo consagrado cantor Ozeias de Paula - que destaca o cuidado de Deus para com os Seus filhos:

"Não me deixa só; Ele é tão fiel!
Me protegerá na estrada aqui, até chegar ao céu."

Cordialmente;
Bispo Calegari

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