segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mundos paralelos

Vivemos a realidade de dois mundos paralelos. E esta é uma verdade bíblica de fácil comprovação. Um dos mundos deste paralelo é o mundo natural. O outro mundo é sobrenatural. Eles existem em simultâneo - porem, em dimensões distintas.

O mundo natural é este mundo em que nós vivemos

Nele, a relação com Deus é sempre conflituosa - marcada por constante incredulidade e incurável rebelião. As profecias bíblicas referentes a ele, são as mais sombrias. É um mundo no qual os santos necessitam esconder-se de quando em vez. E esta perseguição nada tem a ver algum tipo de mal que os filhos de Deus lhe façam. Ela tem tudo a ver com nossa posição em Deus. "Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo." (João 17:14).

Ao olhar este mundo natural, sob a ótica das Escrituras, fica em mim a impressão de que o propósito de Deus não é a sua restauração; e sim, retirar dele todo aquele que foi "comprado por bom preço". Examinando algumas ocasiões, em que Deus precisou agir em defesa dos Seus eleitos, percebemos que Suas medidas foram de proteção aos seus e de juízo a este mundo tenebroso. "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (I João 2:16-17).

A Palavra de Deus registra duas ocasiões distintas, em que Deus sentenciou este mundo e toda aquela geração contaminada por ele. Uma delas, confirmada pelo próprio Jesus, foi no período conhecido como "dias de Noé". Nele, a humanidade vivia sua rotina de sempre - comprando e vendendo; matando e morrendo; satisfazendo os seus mais ardentes desejos - até o dia em Deus resolveu lavar este mundo sujo. E usou o maior dilúvio de que se tem notícia na história da humanidade. "Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem" (Mateus 24:38-39).

A outra ocasião, também confirmada por Jesus, que podemos identificar como a "maldição de Sodoma e Gomorra" - foi também marcada por severo juízo divino. Assim como nos dias de Noé, estas duas cidades viviam uma rotina fatal. Sua atividade aparentemente normal durante o dia, encobria o terrível estado de trevas e maldade extrema que se instalava ao cair da noite. E Deus, em resposta a sua impiedade, despejou fogo e enxofre sobre elas; consumindo estas cidades e seus habitantes. "Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos" (Lucas 17:29). "E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente" (II Pedro 2:6). "Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno" (Judas 1:7).

O mundo sobrenatural - tão real quanto este mundo físico

Pois é... As gerações que ocupavam este mundo natural - tanto nos dias de Noé como nos dias de Sodoma - não tinham a menor ideia quanto a existência de um mundo paralelo tão próximo. Um mundo de unção e poder! Mundo glorioso, no qual Deus governa de direito e de fato. Nesse mundo, os elementos da natureza podem ser direcionados ou contidos. É o mundo sobrenatural, no qual a glória de Deus dispensa iluminação artificial. Nele, as trevas não tem a menor chance de acobertar algo impuro; pois a santidade de Deus se manifesta em toda a sua extensão.

Neste mundo paralelo, existente na dimensão de Deus, os santos de Deus serão benditos e aclamados - com a mesma intensidade com que são hoje perseguidos e martirizados no mundo natural. Nele, as palavras e ações são pautadas no "sagrado"; e convergem para o altar de Deus - lugar onde anjos e homens se misturam; curvando-se em plena submissão perante o Rei dos reis e Senhor dos senhores - dando sempre glória e louvor ao Deus eterno.

Ao longo da história humana, todos aqueles que conhecem as Escrituras sagradas sabem que é no mundo sobrenatural que se decide o destino deste mundo natural envolto em trevas e horror.

Devemos aprender com as lições do passado

E, em minha condição de servo de Deus, trago comigo a firme convicção de que os dias sombrios em que vivemos nesta geração, sinaliza para dias de dor e angustia. É que, neste mundo natural em decadência, recrudesce a opressão e a maldade de uma geração corrompida e perversa - em condições bem piores e mais degradantes do que as duas gerações aqui citadas: Tanto a de Noé como a de Sodoma. E a sentença deste mundo natural é agravada pelo fato de que Deus não o tem deixado sem testemunho.

A bíblia ensina claramente que Cristo morreu por nós, para que nele tenhamos vida. A Palavra de Deus proclama, que o pecador perdido pode ser salvo "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lucas 19:10). Deste modo, qualquer tentativa do homem - de procurar salvar-se a si mesmo; ou, de procurar um salvador alternativo - afigura-se como ato de insanidade. E digo isso, porque o próprio apóstolo Pedro assim se pronunciou: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4:12).

Tenho percebido que em nenhum momento da história humana, os homens tiveram acesso ao conhecimento de Deus, como tem tido em nossos dias. E, mesmo com toda esta manifestação do amor e da graça de Deus, a decadência moral e espiritual tem envolvido e dominado governos, instituições, famílias e pessoas neste mundo natural; no qual, leis injustas protegem e promovem práticas condenadas pela Palavra de Deus. Todavia, a sentença já está decretada: "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim" (Mateus 24:14)

Deus preparou um caminho para aqueles que querem escapar

Antes de encerrar esta parte, preciso dizer que posso até concordar com a afirmação de muitos - de que somos a geração do avivamento. Todavia, estou plenamente convencido de que somos também a geração do fim! Creio que, a semelhança de Noé e Ló, Deus já providenciou um caminho para os que desejam ser salvos. Um caminho que é vivo: "Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne" (Hebreus 10:20); e que tem uma identidade: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (João 14:6). Este Caminho liga temporariamente - em mão única e até que o último salvo atravesse - estes dois mundos paralelos. Um deles, prestes a ser consumido pelo juízo de Deus. O outro, ao qual os filhos de Deus se dirigem, prosseguindo em sua glória e existência eterna.

"Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia" (João 15:19). "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele" (I João 2:15).

Cordialmente;
Bispo Calegari

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