sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Andando em boa companhia

Eram quatro rapazes, unidos em um mesmo infortúnio, que sentiam prazer em caminhar juntos. Sua história começa de modo abrupto: Iniciando-se no ponto em que foram retirados a força de sua terra e de sua parentela. Daniel, Sadraque, Mesaque e Abednego se habituaram a regar seus sonhos e projetos com as lágrimas geradas no altar da oração. Combinavam tudo entre si - especialmente quanto ao modo como deveriam se conduzir em uma terra de estranhos costumes; repleta de deuses do paganismo.

Um dentre eles se destacava em sua riqueza de sabedoria e conhecimento - fruto provável de sua intimidade maior com o seu Deus. Seus conselhos eram fielmente observados por seus três companheiros. E, sob a influência deste amigo mais experiente, o grupo tomava algumas medidas básicas de preservação; e, deste modo, resguardava tanto sua integridade moral e física; como sua sagrada história repleta de mistérios. Os quatro rapazes viviam com simplicidade e modéstia. Sempre vigilantes, não se descuidavam um minuto sequer - mesmo quando iam comer. Entre suas ocupações diárias, a oração era um dos itens principais. Aqueles moços buscavam mesmo a Deus!

O tempo foi passando... Os rapazes amadureceram. Todavia, mantiveram firme o propósito de preservar sua experiência e sua história. Sabiam que serviam a Deus em ambiente hostil; mas eram perseverantes no concerto feito entre si. Os quatro rapazinhos sofreram as alterações físicas que o tempo sempre nos imprime. E, da humilde condição de prisioneiros, foram guindados ao posto de conselheiros e governantes. Como tributo a sua lealdade, foram honrados naquela terra!

Eles nunca abriram mão da companhia um do outro. Embora possuíssem diferentes níveis de dedicação e espiritualidade, os quatro foram abençoados por Deus de igual modo. Eles são um testemunho vivo, a confirmar o princípio, de que - em se tratando do agir de Deus - nossas diferenças de nível, tanto em dedicação como em espiritualidade, é um fator menos importante do que o nível de aceitação que desfrutamos diante de Deus.

Existe um conceito muito popular entre os evangélicos; de que "Deus não chama os capacitados; e sim, capacita os chamados". Quando alguém é aceito por Deus - milagres acontecem! E deste modo; mesmo sendo aqueles três rapazes, de um nível de experiência menor do que o de Daniel; tal diferença não os impediu de ter a sua própria história de milagres para contar. Se Daniel tinha a sua "cova dos leões"; estes três rapazes tinham também sua "fornalha de fogo ardente". E os quatro conseguiram permanecer ilesos e fortalecidos, mesmo sob ameaça. É o que ganhamos, quando andamos em boa companhia!

Cordialmente;
Bispo Calegari

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