sábado, 16 de julho de 2011

Até que a tempestade passe - II

Nesta postagem, estou desenvolvendo o artigo do "post" anterior. Não resta a menor dúvida quanto ao fato de que vivemos momentos inquietantes. E temos o registro das lições do passado - deixadas pelo próprio Deus - para aviso nosso.

As lições que ficam de tudo isso

O Apóstolo Paulo alerta para o fato, de que todas as ocorrências do passado - mesmo aquelas que muitos judeus desejariam arrancar de suas memórias - constam nas Sagradas Escrituras como como advertência a todos nós! Elas nos lembram que - assim como a desobediência e leviandade do povo de Deus o arruinou no passado - a mesma coisa pode acontecer conosco, se enveredarmos pelas "obras da carne" como eles fizeram. "Ora, tudo isto lhes acontecia como exemplo, e foi escrito para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos" (1 Coríntios 10.11).

Devemos estar atentos aos sinais de alerta

Já não resta a menor dúvida de que as mudanças assustadoras que vem ocorrendo no planeta, nos alertam acerca dos dias maus estão por vir. E estas mudanças vão se intensificando, até que já não haja m
ais tempo - nem mesmo para refletir sobre a Palavra de Deus; ou repensar aquelas atitudes impróprias que as vezes tomamos. E estas mudanças atingem os mais diversos setores; tais como:

Os recursos naturais - já nem tão renováveis.
O ser humano sempre acreditou que as reservas hídricas e minerais - bem como os demais recursos do solo e dos oceanos - eram praticamente inesgotaveis. E hoje, aqueles que estudam o assunto, estão se dando conta de que elas vem se esgotando muito além do ponto crítico.

O meio ambiente - cada vez mais degradado.
Com a falência das políticas ambientais em todo o mundo, a degradação do meio ambiente tornou-se um dos fenômenos mais preocupantes em nossos dias. Aquilo que a humanidade vem fazendo ao longo de séculos - com o solo, com o ar e com a água - está transformando o nosso planeta em uma verdadeira lixeira. E o pior é que a ciência já consegue relacionar alguns desastres naturais com a degradação do meio ambiente.

A civilização - cada vez mais decadente.
Na esfera da moral e dos bons costumes - velhos e novos conceitos - sobre liberdade; família; minorias; e outros, estão golpeando impiedosamente as melhores tradições, culturas e a convivência harmoniosa entre os povos. Em função da desconstrução sistemática destes valores; os quais contribuíram para a evolução e desenvolvimento da moral e dos bons costumes dos povos civilizados - ao longo dos séculos - muitos povos e nações estão novamente a mergulhar no obscurantismo e no charco de decadência moral que, no passado, acabou modificar o mapa dos continentes por diversas vezes.

A família - cada vez mais agredida.
No quesito "família"; o que se discute hoje, não é o rumo em que a família deve ir; e sim, projetos alternativos de família (aventa-se até mesmo a possibilidade de se criar um novo gênero humano - nem masculino nem feminino). Em diversos segmentos - inclusive religiosos - o que se vê é a nítida intenção de pessoas mal-intencionadas e perversas, de desconstruir as seculares tradições da família.

Banalização da crença. O que se percebe em nossos dias, é que parece haver um reflorescimento da fé, em todas as religiões da terra - o budismo, o islamismo, o hinduísmo e muitas outras formas de crença. Todos os segmentos religiosos falam em despertamento e experiências místicas. Talvez seja este o maior desafio das missões cristãs dos dias atuais: Convencer aos "istas" de todas as religiões, que a emoção religiosa nem sempre se origina no Deus verdadeiro. Que só Jesus pode libertar e salvar o homem natural.

Esfriamento de muitos cristãos. É provável que vivamos hoje, uma uma experiência sem paralelo em toda a história da Igreja cristã. Vemos líderes que praticam e promovem a fé cristã, utilizando os mais criativos métodos de propaganda da mesma - métodos no mínimo estranhos - falando sobre Deus com uma emoção admirável. Entretanto, quando examinamos o conteúdo das ministrações, percebemos que, na grande maioria dos casos, os conceitos que procuram passar - sobre experiência com Deus - valoriza muito mais o conforto e o bem-estar material das pessoas do que os princípios elevados da doutrina evangélica e do testemunho cristão.

A ganância de líderes em busca de riqueza. Tornou-se prática comum - transformar o apelo financeiro na parte mais destacada da liturgia em muitos cultos. Alguns estão induzindo a pensar que a bênção de Deus somente se manifesta através de sinais exteriores de riqueza (o melhor carro; a melhor casa; um corpo "sarado"; etc). A Palavra de Deus adverte que, nos últimos dias, muitos falsos obreiros com motivação gananciosa agiriam assim; os quais "também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita" (2 Pedro 2.3).

Falsos Mestres se introduziram entre os cristãos. E devido a esta crescente inversão de valores, o verdadeiro testemunho cristão tem sido relegado a um canto qualquer nos dias de hoje. As Escrituras nos alertam que "os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo" (2 Coríntios 11.13). A teologia da prosperidade tem feito muito mais estrago na vida de muitos cristãos em nossos dias, do que as cruéis perseguições sofridas pelo povo de Deus ao longo dos séculos.

Tais atitudes sinalizam para tempestade à vista!

O quadro de decadência moral, até mesmo nos meios evangélicos, é algo tão influente e dominante, que, lamentavelmente, parece ter passado do ponto sem volta. Grandes escândalos - outrora distantes dos arraiais evangélicos - são hoje protagonizados por famosos líderes de denominações e igrejas. O desvio de conduta de alguns líderes com visibilidade na grande mídia; estão tornando comum, não apenas algumas práticas litúrgicas estranhas, mas também "fazem escola" nos meios evangélicos outrora imunes a esse tipo de influência danosa. O seu testemunho, desde a muito, já ultrapassou os limites dos "pecados discretos" - chegando aos escândalos de grandes proporções. E devido a isso, inúmeras famílias evangélicas, vitimadas por desajustes familiares e suspeita de infidelidade conjugal, acabam por sucumbir a este "mal do século". E o que torna mais grave o quadro atual, é que alguns líderes denominacionais estão infringindo tão abertamente os ensinamentos de Cristo; que o sofrimento que causam ao "Corpo de Cristo", torna-se muito do que a perseguição perpretada pelos ímpios, e também pelas seitas não cristãs.

"Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição" (2 Pedro 2.1).

Além do mau testemunho de lideranças - e também devido a isso - vivemos o angustiante momento da secularização e banalização da fé cristã. Como consequência disso, diversas seitas orientais vêm transformando os Países constituídos sobre fundamentos reconhecidamente cristãos, em uma espécie de "campo missionário" das suas investidas religiosas, promovendo uma ofensiva quase sem resistência das próprias igrejas evangélicas desses Países - devido ao enfraquecimento do brado apologético de muitos homens de Deus do nosso tempo. E uma espécie de "ciclo vicioso" amplia o modo de viver indolente e irreverente de um número cada vez maior de cristãos; a ponto de preocupar e até mesmo assustar aqueles que se mostram interessados em avivamento e reforma. O que fazer em meio a tudo isso? Precisamos procurar incessantemente a proteção divina; sob a qual poderemos nos esconder "até que a tempestade passe"!

Para ler e meditar

"Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si; pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém. Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro. E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia; os quais, conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam".
(Romanos 1.18-32)


Cordialmente;
Bispo Calegari


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