quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Bem-aventurados sois vós

"Jesus, pois, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos, e ele se pôs a ensiná-los, dizendo" (Mateus 5.1-2)

Com este versículo como termo de abertura, Jesus inicia o admirável "Sermão da Montanha", que se estende até o final do capítulo 7 de Mateus; sendo as "bem-aventuranças" (v. 2-12), a introdução deste magnifico sermão. É um texto de rara beleza; tanto pelo conteúdo, como pelo objetivo. Sabemos que não é tarefa fácil tentar encontrar o texto mais importante da Bíblia - se é que esse texto existe. Todavia, podemos encontrar na palavra de Deus, diversos textos de especial importância para diversas situações. E tenho a plena convicção de que Mateus 5.2-12 está entre eles.

Já li em algum lugar, que o texto de João 3.16 é a mensagem central da Bíblia. E se examinarmos detidamente este versículo, nos convencemos de que o autor desta suposição tinha razão para assim pensar. Entretanto, ao lermos a Palavra de Deus, precisamos entender que suas mensagens visam focar uma diversidade de quadros; tais como: Circunstância histórica e cultural; nível de revelação e experiência; definição doutrinária; sintomas de decadência espiritual e moral; ocorrências futuras e julgamento divino, etc. Portanto, para cada um desses quadros há de existir um texto correspondente; o qual poderá ser o mais apropriado para o mesmo.

Na verdade, a Palavra de Deus é o melhor remédio para todas as doenças - do corpo e da alma. A Bíblia é um livro de Mistérios e um livro de promessas. Mas é também um livro de respostas. Não aquelas respostas que esperamos, para todas as indagações desta vida. Mas a resposta de Deus para os indagantes; mostrando-lhes o Seu eterno propósito e o fim de tudo. É isso! Deus parece querer demonstrar, nas Escrituras, que todo o Seu esforço e preocupação está relacionado com o homem por inteiro: Declarando o que ele já foi; denunciando aquilo em que ele se tornou; proclamando o que ele precisa ser.

Resumindo: A natureza do homem - suas emoções, seu carater, sua personalidade - é o verdadeiro campo de batalha entre a carne e o espírito. Não é difícil perceber que - no desenvolvimento do ser humano - aquilo que ele pensa (pensamentos); aquilo que ele diz (palavras); e aquilo que ele faz (obras), pode ser questionado, redirecionado, modificado e até refeito, mediante um processo pedagógico e/ou disciplinar; sem que seja necessário a operação de um milagre para tais mudanças nesta área. Todavia, aquilo que o homem é - sua natureza - está fora do alcance de qualquer processo natural. O estado de sua natureza define a sua condição eterna; e somente uma intervenção sobrenatural de Deus pode alterar sua condição "in natura". E obra alguma em toda a terra - seja ela literária, científica ou religiosa, é capaz de explicar isso tão bem como a Palavra de Deus.

Mas... e quanto as "Bem-Aventuranças"?! Pois é, meus irmãos; esta parte ficará para a próxima postagem.

Cordialmente;
Bispo Calegari

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