quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Três Medidas Necessárias

Como antecipei no último "post", precisei tomar três medidas para tornar a II Região ainda mais "leve" e funcional. Quando assumi a liderança da II Região, sempre deixei bem claro que trouxe comigo um pacote de promessas para esta missão. E promessas de Deus são um tesouro de inestimável para aqueles que entendem a importância delas. Todo aquele que conhece as Escrituras, já deve ter se deparado com a história de Esaú e Jacó. E deve também ter se dado conta de que o modo como eles lidaram com as promessas de Deus definiu o rumo de suas vidas.

Graças a Deus, sou uma pessoa ciente do valor das promessas que trago comigo. Entendo também que preciso tomar medidas correspondentes a estas promessas, para que as mesmas possam atingir plenamente o seu objetivo. Em meu entendimento limitado, estou convencido de que não basta ter promessas de Deus para que meus sonhos se realizem. Eu preciso crer, falar e agir em consonância com elas. Enfim, as decisões que tomo precisam "ir ao encontro das promessas de Deus", tal como aconteceu com os filhos de Israel em marcha para a terra prometida. Somente agindo assim, os planos de Deus para minha vida poderão se concretizar.

E estou me baseando nestes princípios, para tomar as medidas necessárias. Estou ciente de que preciso tomar medidas correspondentes a cada estágio a que a II Região vai chegando. E dentre as que tenho tomado, seguem as que apresento como "Três Medidas Necessárias":

1. Desdobramento dos Distritos

Quando aqui chegamos, a II Região era constituída de 12 Distritos e 01 Campo Missionário demarcado. Ao encerrarmos o XIV Concílio Regional em Guarapari, acrescentamos ao Mapa Regional, os Distritos de: Contagem; Vila Velha; Uberaba; e Caxambu. No "Concílio de Posse", em governador Valadares, criamos os Distritos de: Contagem; Ipatinga; e Teófilo Otoni.

Por ocasião do encerramento do XV Concílio Regional, criamos mais alguns Distritos: Alegre; Cataguases; Guarapari; Lavras; Mantena; e Visconde do Rio Branco. Portanto, a II Região está hoje "distritalizada" em 23 Distritos e 04 Campos Missionários demarcados. E apenas dois Superintendentes Distritais estão acumulando função (o Pastor Valdívio - SD dos distritos de Governador Valadares e Teófilo Otoni; e o Pastor Edilton - SD dos Distritos de Juiz de Fora e Lavras).

2. Descentralização do Campo Missionário Regional

Foi um outro passo que desejei dar desde o primeiro Concílio que presidi. Estava consciente da enorme dificuldade de dar assistência a um Campo Missionário de tamanha grandeza. Mas foi com a transferência do Campo Missionário do Estado do Pará para a II Região, que percebi a chegada do momento ideal para a tão sonhada demarcação.

E assim o Campo Missionário Regional, sob o comando do Pastor Edmilson - Secretário Regional de Missões, foi descentralizado em 04 campos missionários setoriais; ficando a supervisão dos mesmos a cargo dos seguintes pastores: Adair - Campo de Tocantins; Carlos Fernandes Coelho - Campo do Pará; Júlio Celso do Nascimento - Campo de Goiás; Niel Inácio Teixeira - Campo de Salvador.

3. Criação das Coordenadorias Regionais

Este é um novo conceito no modo wesleyano de administrar. As coordenadorias serão responsáveis pela elaboração e execução de projetos de expansão e desenvolvimento em uma determinada área da II Região. O coordenador de determinada área se reunirá periodicamente com os líderes daquela área (Superintendentes Distritais, Supervisores de departamentos, líderes de ministérios, etc) para discutir, planejar e implementar as ações necessárias ao desenvolvimento pretendido.

Os coordenadores estarão ao lado do Bispo, formando uma "assessoria para crescimento". Todos os esforços possíveis serão feitos com este objetivo. Secretarias Regionais, Distritos e Departamentos da II Região deverão se unir em um "mutirão de crescimento". Não temos tempo a perder! Deus nos chamou para esta hora. Vamos em frente!

Concluindo

A Liderança Regional precisa saber que estas três medidas, por si só, não serão capazes de produzir os resultados esperados. Existe um recurso imprescindivel, que chamaremos aqui de: Ministério Qualificado. Quanto a este assunto, é necessário entender que não basta termos os melhores homens para determinada missão; a missão impõe que estes homens estejam devidamente preparados para o seu pleno êxito. Portanto, duas características se tornam essenciais para uma correta avaliação: Nobreza do Ministério e Capacitação do Ministério.

Para usar a figura da realeza: Sabemos que vários Paises tem seus representantes da "família real". São diversas famílias entrelaçadas por sucessivos casamentos entre seus integrantes. São conhecidos como "de sangue azul". Todavia, não basta ser da realeza para se tornar um rei. Não sei se existe um curso de capacitação para o exercício da monarquia; mas a história registra desastres provocados por reis despreparados.

É assim também com o Ministério: Não basta ser nobre, para ser bem sucedido. Nobreza sem qualificação é como carro sem motor. É notório que a Igreja de Cristo possui bons pastores - homens santos e consagrados. Entretanto, percebo que existem bons pastores que não conseguem lidar com alguns problemas comuns da igreja que pastoreiam. Uns se atrapalham até em decisões de pequena monta. Outros parecem não seguir metas previamente definidas; a impressão que fica, é que não seguem uma escala de prioridades. E existem aqueles que não conseguem trabalhar com liderança colegiada, por se sentirem incomodados com a presença de bons conselheiros (os tais preferem escolher "conselheiros que não aconselham", para poderem tomar imperativamente as suas decisões).

Portanto, as três medidas adotadas somente surtirão efeito positivo, se seus integrantes estiverem à altura de missão tão grandiosa. Existe um conceito popular na igreja, que expressa muito bem aquilo que pretendemos focar: "Deus não chama os capacitados; mas, capacita os chamados". E é destes que a II Região necessita, para alcançar suas metas de crescimento e expansão.

Cordialmente;
Bispo Calegari

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