segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Levantai as vossas cabeças

"Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima. Propôs-lhes então uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores; quando começam a brotar, sabeis por vós mesmos, ao vê-las, que já está próximo o verão. Assim também vós, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que o reino de Deus está próximo. Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo isso se cumpra. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão" (Lucas 21.28-33).

A tragédia que se abateu sobre a região serrana do Rio de Janeiro, provocou o maior desastre por causa naturais que este País já viu. Mas também revelou um grandioso "mutirão de solidariedade"; algo de rara beleza e fraternidade. A mobilização da nação brasileira em favor dos flagelados do Rio de Janeiro, foi vista em todos os Estados brasileiros (inclusive o Estado de Minas Gerais, que também sofre com mortes e grandes prejuízos causados pelas chuvas). De todos os lugares, chegam ao Rio de Janeiro doações às toneladas. Contingentes do Corpo de Bombeiros; do Exército; da Polícia Militar; da Força Nacional de Segurança; e muitos outros, se dirigiram com rapidez para as zonas mais afetadas pelas fortes chuvas deste início de ano); vemos uma grande mobilização de voluntários se dirigindo para as áreas flageladas.

Depois da tragédia anunciada

E como sempre acontece em ocasiões assim; especialmente em meio aos primeiros efeitos de ordem emocional e psicológica causados pela tragédia; começam as acusações entre os diversos setores do governo. As partes diretamente envolvidas com as políticas públicas que poderiam agir preventivamente em situações assim, começam a trocar acusações, na descabida tentativa de transferir responsabilidades. Como se esta "transferência de culpa" ilibasse aqueles que são diretamente responsáveis pela aplicação correta dos recursos disponíveis que poderiam amenizar, ou mesmo resolver o grave problema da ocupação irregular das encostas brasileiras.

Mas, nem tudo está perdido

É que, em meio a dor e ao sofrimentos de tantos, chegam até nós o testemunho de livramentos sobrenaturais. Este tipo de livramento vem ocorrendo em outros palcos de tragédias semelhantes. Quem não se lembra da enfermeira que foi resgatada do meio dos escombros produzidos pelo "desmoronamento" sem precedentes no Haiti Ela foi encontrada, como que suavemente acomodada em um colchão de terra, entre pedaços de concreto. Aquela mulher viu a glória de Deus!

E também entre nós, milagres de livramento foram constatados: Aquele pai que manteve seu filho de seis meses abraçado a si, durante horas, até que o socorro chegasse. E também aquele homem que esteve soterrado sob escombros e lama, tendo permanecido por horas naquela situação. E ele reconheceu o cuidado de Deus por si; chegando a declarar que o Senhor estendeu Sua mão sobre ele. Certamente que no decorrer dos dias ouviremos de livramentos que a grande mídia não tem o menor interesse em divulgar.

Que lições podemos tirar de tudo isso

A Palavra de Deus sinaliza para dias sombrios no final dos tempos. E por tudo aquilo que temos visto e ouvido, acredito que, se não estamos no "fim dos dias", podemos estar no principio deste "fim". Este período é apresentado nas Escrituras como "princípio de dores". E em meio aos eventos deste período, o próprio Jesus nos exorta a olhar para cima. Tanto no texto que encabeça este artigo, como em Mateus 24.1-14, a Palavra de Deus enumera uma série de ocorrências que podem ser verificadas em larga escala em nossos dias.

Portanto, a melhor coisa que podemos fazer diante de tudo o que está acontecendo à nossa volta, é olhar para Jesus! Precisamos buscar "primeiramente o Reino de Deus e Sua justiça" (Mateus 6.33). Viver em Deus é procurar viver uma vida com propósito, baseada na Palavra de Deus e firmada em Suas promessas. Não é hora de buscarmos soluções humanas ou socorro por parte do homem. O Senhor exorta em Sua Palavra: "Buscar-me-eis e me achareis; quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jeremias 29.13).

Onde está o nosso refúgio

"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o lugar santo das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; não será abalada; Deus a ajudará desde o raiar da alva. Bramam nações, reinos se abalam; ele levanta a sua voz, e a terra se derrete. O Senhor dos exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. Vinde contemplai as obras do Senhor, as desolações que tem feito na terra. Ele faz cessar as guerras até os confins da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo. Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. O Senhor dos exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio" (Salmo 46.1-11).

Não existe lugar seguro na terra. O perigo ronda o ser humano, independente do lugar em que esteja. Não há como escapar: Morando no vale ou na montanha; morando no campo ou na cidade; morando em uma ilha na floresta. Não! Não existe segurança em lugar algum deste mundo. Nem nos sistemas de defesa e proteção, criados pelo homem. O único lugar seguro para se estar, é na Palma da Mão de Deus!

Cordialmente;
Bispo Calegari

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