quarta-feira, 23 de junho de 2010

Bastidores da Memória

Com este título, estamos inaugurando um novo tipo de blog. Nele, estaremos relatando experiências obtidas ao longo do nosso ministério. Procuraremos contar fatos interessantes que ocorreram, ao longo dos quarenta e dois anos de trabalho ininterrupto que realizamos para o Senhor. E começaremos este projeto, narrando uma experiência que colocamos o título de:

Entre a água e o fogo


Esta experiencia ocorreu em Valadares, quando fui pastor naquela cidade entre os anos de 1973 e 1978. Já era de praxe, em todos os meses, ministrarmos a Ceia do Senhor no primeiro sábado do mes. Esta ceia sempre era precedida de uma semana de jejum e oração no monte. Que benção era subirmos ao monte, todas as noites da semana, nos preparando para a "festa de sábado". E após a Santa Ceia, havia sempre o "sopão da bênção" gratuito para todos os participantes! Era preparado carinhosamente por um grupo de irmãs; daquelas que existem em todas as igrejas (são irmãs que se sentem chamadas por Deus para este tipo de ministério).

Mas naquela semana em especial, haveria algo diferente! Mal começamos a subir o monte do Bairro S. Pedro, na antiga pedreira (hoje é caminho para um condomínio de luxo), começou a chover. Dos cerca de vinte irmãos que subiam o monte comigo, alguns achavam que era melhor voltarmos. Respondi-lhes que estavamos indo ao encontro de Deus; que Ele sabia disso; que a chuva não era para desistirmos, e sim, para perseverarmos na fé.

E lá fomos nós, cheios de confiança! Ao chegarmos no lagedo que circundava a cratera produzida pela exploração de pedra, começamos a orar, em meio a uma forte chuva. Mas sentimos uma grande unção sobre aquele lugar! Em meio aos participantes, havia uma irmã (a irmã Tereza, de saudosa memória, mãe dos Pastores Nivaldo, Gervaldo e Gessivaldo). Ela estava proibida pelos médicos de molhar a cabeça. Vejam só o que aconteceu: Ao final da vigília, ela estava com o corpo todo molhado e a cabeça completamente enxuta! Glória a Deus! Num lampejo de fé, declarei aos irmãos: "Não podemos faltar amanhã, pois, se hoje Deus mandou água; amanhã Ele vai mandar fogo"!

E no dia seguinte, ao anoitecer, lá fomos nós novamente ao monte, em um número maior de participantes. Mal chegamos, começamos a cantar. Eu, com o meu acordeon, acompanhando os corinhos de fogo. Que maravilha! Quando foi chegando a hora de finalizarmos, fizemos um grande círculo de mãos dadas. Começamos, então, a orar para o encerramento. Na verdade, não era encerramento, pois foi aí que começou a melhor parte: De repente, desceu sobre nós uma bola iluminada, do tamanho de uma bola de futebol, e parou a mais ou menos uns 15 metros sobre nossas cabeças, bem no centro do círculo. Ela explodiu em seguida; e cerca de 15 irmãos foram batizados com o Espírito Santo. Nem eu nem os que estavam ali, jamais conseguimos esquecer tão glorioso episódio.

Cordialmente;

Bispo Calegari



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