terça-feira, 13 de abril de 2010

Marta, sempre Marta (parte II)

"Marta, pois, ao saber que Jesus chegava, saiu-lhe ao encontro; Maria, porem, ficou sentada em casa" (João 11.20)

À primeira vista, pelo que podemos concluir dessa leitura, parece nos depararmos com uma situação inversa à que ocorrera em Betânia, naquele momento sagrado de paz e alegria, provocado pelo ilustre visitante: Marta à beira do fogão, agitada; Maria aos pés de Jesus, confortada. Mas, a situação mudara: Paz e alegria não eram mais sentimentos predominantes. É que Lázaro morrera. E, muitas vezes, no rastro de uma tragédia, as pessoas sofrem mudanças bruscas. Olhando as pessoas à nossa volta, veremos que parece haver pessoas que se sentem muito mais motivadas a estar aos pés do Senhor, quando tudo vai bem.

Não quero correr o risco de ser injusto com Maria, pois, não tenho a menor condição de interpretar sua dor, ou de discernir seus pensamentos. Todavia, Marta que, naquele outro episódio, se voltara para ocupações triviais; deixando Jesus falando sozinho, caso Maria lá não estivesse; agora, marcada pela dor, conseguira encontrar dentro de si as forças necessárias para ir receber o Mestre, trazendo-o para um ambiente de dor incontida. É inegável que sentia-se motivada o bastante para ir a seu Seu encontro, mesmo angustiada e confusa. A situação parece ter mudado. O prato da balança da espiritualidade inerente, pendia agora a favor de Marta.

Todavia, longe de tentar marcar as diferenças entre ambas - Marta e Maria - mulheres de dedicação consciente à Causa do Messias (uma família que servia a Deus); o que pretendo mesmo é demonstrar que Marta, em sua compreensão da doutrina cristã, sabia de, pelo menos, quatro coisas fundamentais na vida de quem segue a Jesus (conhecimento que parece faltar em muitos crentes nos dias de hoje):
1. Ela sabia que a presença de Jesus é suficiente para evitar o pior; o mal maior: "Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido" (João 11.21);
2. Ela sabia também que, mesmo que o mal chegasse, Deus poderia revertê-lo; e que isso só seria possivel através de Jesus: "E mesmo agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá" (João 11.22);
3. Ela sabia que Lázaro, seu irmão, cria em Jesus, e que mediante sua fé, haveria de ressuscitar: "Sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia" (João 11.24);
4. Ela saia que Jesus era o Filho de Deus, que viera ao mundo para salvar a humanidade: "Sim, Senhor; eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo" (João 11.27).

Realmente, estas são verdades fundamentais que todo o crente precisa saber, para que sua vida cristã não fique à mercê dos falsos mestres; dos lobos vestidos de ovelhas. Sabemos que estes vilões do cristianismo costumam se introduzir no meio do rebanho do Senhor, com falsas doutrinas, para desviar do rumo dois tipos comuns de crentes: os descuidados e os despreparados. Mas aquele crente que se cuida e que se mantém informado quanto às verdades sagradas do cristianismo, sempre escapa a estes predadores da fé.

Marta conhecia estas verdades, conforme declara no texto; e Jesus não a contesta. E nós também precisamos conhecê-las, se quisermos ter segurança em meio as lutas da vida. Todavia, Marta demonstrou haver algo importantíssimo não sabia. Algo que poderia fazer toda a diferença naquele momento. Mas sobre isso falaremos amanhã, ou depois... se Deus permitir.

Cordialmente;
Bispo Calegari

Um comentário:

  1. Olá Bispo Calegari! Graça e paz!

    Gratificante encontrar seu blog. Parabéns pelo trabalho apresentado aqui. Já estou seguindo!

    Aproveito para lhe convidar a conhecer meu blog, e se desejar também segui-lo, será uma honra. Seus comentários também serão muito bem-vindos.

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